Bella Chilena

Bailarina e cantora cosmopolita.


Bella Chilena

"Mignon", São Paulo-SP, 04 de outubro de 1908

Fonte: Arquivo Público do Estado de São Paulo


Currículo


No Theatro Sant'Anna em São Paulo-SP em junho de 1906.

Cantora cosmopolita no Polytheama em São Paulo-SP em agosto de 1906.

Cantora cosmopolita no Palace Theatre no Rio de Janeiro-RJ em setembro de 1906.

No Palace Theatre no Rio de Janeiro-RJ em junho e julho de 1908.

Cantora cosmopolita no Moulin Rouge em São Paulo-SP (Largo do Paissandú) em setembro e outubro de 1908.

Cantora excêntrica no Polytheama em São Paulo-SP em novembro de 1908.

Com o nome de Concepcion Martinez, no Theatro Casino em São Paulo-SP em setembro de 1912.

Cantora cosmopolita no Theatro Casino em São Paulo-SP em outubro de 1912.

Com o nome de Concepcion Martinez, cantora cosmopolita e bailarina espanhola no Theatro Maison Moderne no Rio de Janeiro-RJ em outubro e novembro de 1912.

No Pavilhão Internacional no Rio de Janeiro-RJ em novembro de 1912.

Com o nome de Concepcion Martinez, bailarina espanhola no Pavilhão Internacional no Rio de Janeiro-RJ (Avenida Rio Branco) em dezembro de 1912.

Cançonetista cosmopolita, solo e em dueto cômico com Tarantini, no Concerto Recreio em Porto Alegre-RS (Rua Andrade Neves, 20 e 24) em junho e julho de 1913.

Cantora no Cine-Theatro Guarany em Porto Alegre-RS em fevereiro e março de 1916.

Cantora lírica na Exposição Permanente em Porto Alegre-RS (Rua dos Andradas) em maio de 1918.

No Theatro Juvenil em Caxias-RS em junho de 1918.


Observações


Várias artistas se apresentaram como Bella Chilena no Brasil nas primeiras duas décadas do século XX, além de uma que protagonizou filmes exibidos por todo o país na metade dos anos 1910.

O currículo principal destacado nesta página é o da bailarina e cantora cosmopolita cuja fotografia a revista paulista "Mignon" publicou em 1908. Porém, não excluímos a possibilidade de que alguma das temporadas listadas seja de uma homônima.

Na tentativa de elucidar as identidades das outras Bellas Chilenas que passaram por terras brasileiras, aproveitamos esta página para elencá-las.

Uma atriz com esse nome, anunciada como "escultural Rainha da Plástica", estrelou alguns filmes que entraram em cartaz a partir de 1914, em sua maioria da produtora italiana Milano Films: "O ouro que mata", "Chrysalida ferida (A borboleta de asas de ouro)", "A conquista dos diamantes", "A Florista do Lago de Como", "Coração de pai", "Amor de gaúcho", "O impossível" ou "Naufrágio de um sonho", "A seita da cruz preta", "Em ninho estrangeiro", "Viva a fazenda", "A volta da fazenda", "Ciúmes", "A herdeira", "Atrás da moita", "A pequena sombra" e "O ídolo branco".

Outras mulheres usaram Bella Chilena como cognome nos palcos dos teatros, cabarés e cassinos do Brasil: entre elas, a bailarina Elsa (atração no Moulin Rouge carioca com seus bailados espanhóis em 1901), a atriz cantora Aminta Circe e a cantora Aida.

Nascida na Polônia, Aida se apresentou como cantante cosmopolita no Theatro Casino em São Paulo-SP em abril e maio de 1912 e no Mignon Concert no Rio de Janeiro-RJ em junho de 1912. Alguma das temporadas que listamos como sendo da Bella Chilena da revista "Mignon" poderia ser de Aida. Como não é possível ter certezas a respeito disso, preferimos manter separadamente aquelas nas quais aparece o nome Aida nos anúncios e incluir no currículo as aparições em que Bella Chilena é nome artístico e não simples cognome.

Além dessas artistas, ficou célebre na crônica policial do Rio de Janeiro uma mulher conhecida como Bella Chilena: Lucia Lucero, que cometeu um assassinato passional que fez seu cognome ganhar as manchetes em 1925.

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