Cantora moderna à transformação.
"Theatro & Sport", Rio de Janeiro-RJ, 18 de abril de 1925
Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil
Dados biográficos
Em 1915, contratada pela Companhia Città di Milano, Mimi Bluette deixou a Itália para se apresentar na Áustria. Depois, com a Companhia Vitale, viajou para o Brasil, onde passou a integrar o elenco da Companhia Cavalieri Caracolo, sempre no teatro de opereta. Mais tarde, em 1923, voltou ao Brasil com Companhia Bertini Gioanna.
Em Santos-SP, teria estreado como artista de variedades, passando então a se apresentar como tal por outros estados.
Currículo
No Theatro Apollo em São Paulo-SP em outubro de 1920.
No Club dos Caçadores em Porto Alegre-RS em abril de 1925.
Cançonetista ítalo-francesa no Club dos Políticos no Rio de Janeiro-RJ (Rua do Passeio, 78) em janeiro de 1926.
Cantora ítalo-francesa à transformação no Palacio Club no Rio de Janeiro-RJ em fevereiro de 1926.
Cantora moderna no Theatro Alcazar em São Paulo-SP (Rua Líbero Badaró, 40-A) em maio de 1929.
Observações
Era comum que cantoras e bailarinas de cabaré adotassem pseudônimos baseados em heroínas de livros, óperas, peças teatrais e filmes. Esse é o caso do nome Mimi Bluette: em 1916, o escritor italiano Guido da Verona publicou o romance "Mimi Bluette... fiore del mio giardino", um sucesso de vendas na época, que chegou até a ter uma versão traduzida em português circulando clandestinamente no Brasil e, bem mais tarde, ganhou uma adaptação para o cinema dirigida por Carlo Di Palma.

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