A Rainha dos Brilhantes.
"Theatro & Sport", Rio de Janeiro-RJ, 15 de janeiro de 1916
Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil
"Fon-Fon", Rio de Janeiro-RJ, 25 de março de 1916
Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil
Dados biográficos
Heloise McCeney - La Belle Titcomb - nasceu em Washington, D. C., nos Estados Unidos, no dia 19 de janeiro de 1876. O sobrenome Titcomb era do primeiro de seus quatro maridos.
Fonte: site Titcomb Family History
Na ocasião de sua estreia no Moulin Rouge carioca em 1907, o jornal "O Paiz" aplaudiu sua apresentação: "...montada no seu magnífico cavalo branco, executa imponentes voltejos, belos exercícios de equitação, a dança serpentina e cantos impressionantes, com voz lindíssima e extensa.".
Tais voltejos aconteciam entre "nuvens multicolores e relâmpagos fantásticos produzidos por apropriados aparelhos de projeção elétrica" e todo o efeito do número só podia ser apreciado devidamente à noite. Por isso, o Moulin Rouge decidiu abrir uma exceção e dedicar os espetáculos das segundas-feiras "especialmente às excelentíssimas famílias" para que esse público também pudesse apreciar a arte de La Titcomb, já que normalmente os shows noturnos da casa não eram moralmente recomendáveis. Bailarinas exóticas e cançonetistas excêntricas eram atrações comuns nesses ambientes e, por vezes, consideradas indecentes. Mas uma artista de renome mundial como ela podia - e devia - ser vista por toda gente.
Medida parecida já tinha sido tomada em São Paulo no mês anterior, quando La Titcomb estava em cartaz no Moulin Rouge paulistano, que criou as "soirées familiares" a fim de que seu número não ficasse restrito aos boêmios e outras figuras errantes da vida noturna.
Fonte: HipPostcard
Fonte: site Titcomb Family History
Após essa temporada, voltou a viajar pelo mundo. Anos depois, quando retornou ao país, já não tinha o cavalo nem os aparelhos que produziam nuvens e relâmpagos. Mesmo assim, fez sucesso com seu número de transformações. Quanto ao cavalo, já morto, tinha sido empalhado e se transformara em porta-chapéus no corredor de sua residência.
Fonte: site Media Storehouse
Em texto escrito para o site Travalanche, do escritor e performer Trav S.D., a pesquisadora de vaudeville Anne Boucher resume a trajetória da artista. Após seu primeiro divórcio, ela se lançou como dançarina nos Estados Unidos por um breve período. Em seguida, partiu para o exterior. Mais tarde, ao regressar, fingiu ser espanhola, sul-americana e francesa, chegando mesmo a simular sotaques e falando mal o inglês. Porém, alguns jornalistas se lembravam dela de seus tempos iniciais de dançarina e o truque não deu certo. Sua tumultuada relação com o astro de vaudeville Nat M. Wills rendeu manchetes quando se separaram e ele teria declarado: "Eu devia ter me casado com o cavalo!". Na década de 1920, La Titcomb reinventou-se como Zorondo La Bella, fazendo-se passar por "soprano mexicana" e mudando de figurinos diante da plateia em números de transformismo. Há registros de que ela fez a Lady Godiva em Londres, passeando a cavalo com um vestido decotado pelas ruas da cidade; integrou o grupo de mulheres que tomavam parte nas festas do playboy russo Boris Vladimirovich; tinha um dente de diamante no maxilar superior e costumava deduzir anos de sua idade em seus documentos oficiais.
Fonte: The New York Public Library
Fonte: The New York Public Library
Currículo
Com seu cavalo branco no Moulin Rouge em São Paulo-SP (Largo do Paissandú) em maio e junho de 1907.
Uma Amazona no Firmamento, com seu cavalo branco, e em número de cantora luminosa no Moulin Rouge no Rio de Janeiro-RJ (Largo do Rocio) em junho e julho de 1907.
A Rainha dos Brilhantes, cançonetista e bailarina, no Theatro Parisiense em Santos-SP em dezembro de 1915 e janeiro de 1916.
A Rainha dos Brilhantes, cantora norte-americana, em número de transformações, no Palace Theatre no Rio de Janeiro-RJ em janeiro de 1916.
No Theatro Phenix no Rio de Janeiro-RJ em janeiro e fevereiro de 1916.
Fonte: The New York Public Library
Fonte: site Titcomb Family History










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